Joca, tua crônica, respondendo à Patrícia, a meu ver, não carece de retoques: é exatamente o que eu penso. O problema do Piaui é de auto-estima, de medo de se colocar. Eu digo isso o tempo todo por aqui, no Rio de Janeiro. Mas, com informação e cultura, isso muda, não depende dos outros, só depende de nós. Abração, Salgado Maranhão (Foto de Kenard Kruel). sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O problema do Piaui é de auto-estima
Joca, tua crônica, respondendo à Patrícia, a meu ver, não carece de retoques: é exatamente o que eu penso. O problema do Piaui é de auto-estima, de medo de se colocar. Eu digo isso o tempo todo por aqui, no Rio de Janeiro. Mas, com informação e cultura, isso muda, não depende dos outros, só depende de nós. Abração, Salgado Maranhão (Foto de Kenard Kruel). De Oeiras para o mundo
Joca Oeiras. Foto de Kenard Kruel.(ou “Comecem a falar bem do Piauí!”)
Oeiras, 19 de novembro de 2009
Querida Patrícia:
Achei muito digna e verdadeira a sua crônica “Parem de falar mal do Piauí”. Digna e verdadeira, sim, mas tenho sérias dúvidas se eficiente, isto é, não sei não se você vai conseguir dissuadir, através dela, algum futuro detrator da nossa “Terra Querida” de fazê-lo mais uma vez.
Correndo o risco que ser acusado de tentar simplificar as coisas eu quero lembrar que o que mais estimula a gozação dos outros é eles perceberem que nós nos chateamos com elas. Aquela história, muito comum nas crianças do “apelido que pega é sempre aquele que a gente demonstra odiar”.
Você fala da auto-estima dos baianos e eu concordo com você, ela é, realmente, um patrimônio cultural deles. Mas eu sou paulistano, muito mais velho que você, e me lembro muitíssimo bem que, ainda nos primeiros anos da década de sessenta em São Paulo, todo e qualquer nordestino era rotulado, pejorativamente, de baiano e mineiro, diziam, era um baiano cansado que não agüentou a viagem de pau-de-arara e desceu no meio do caminho.
E, como você também disse, talvez fazendo um estágio pelas bandas da Terra de Castro Alves você, e outros mais, pudessem aprender a fórmula da auto-estima conquistada por eles. Ainda me lembro de um precursor da onda de baianidade que invadiu São Paulo (e transformou sua capital em SAMPA). Este compositor, não sei se ainda vive, chamava-se Gordurinha e sua música fez sucesso nas rádios paulistanas quando eu ainda cursava o ginasial (1959-1962).
Veja só a letra :
O pau que nasce torto
Sou da Bahia comigo não tem horário
Cito esta música para que possam ter uma idéia do que foi a construção da auto-estima dos baianos, respondendo, pela positiva, aos ataques dos preconceituosos. A partir daí, a Bahia com, Caymi, Caetano, Gil, Betania, Gal, coadjuvados por Toquinho e Vinicius ( um”um velho calção de banho, e um livro pra vadiar e o mar que não tem tamanho...”) e secundados pelos Novos Baianos encontraria seu espaço nos corações e mentes dos brasileiros.
Quando cheguei ao Piauí, Patrícia, minha primeira reação foi de profunda revolta por ter-me deixado enganar por tanto tempo (55 anos) achando que o Piauí era um lugar inabitável ou impensável até para uma visita turística, o cú do mundo como já disseram alguns idiotas. Mas a culpa disso não pode ser creditada apenas a uma conspiração dos outros brasileiros mas também aos piauienses que, sinto dizer, intronizaram este sentimento de baixíssima auto-estima a ponto de , praticamente, não haver piauienses assumidos em São Paulo (antes do Machado Jr e do Boy, eu não conhecia nenhum).
Depois que o Piauí entrou na minha vida, soube que havia, em São Paulo, um “Encontro Anual de Migrantes piauienses” o que, posso estar enganado, é também revelador dessa baixa auto-estima. Porque não “Encontro de Piauienses residentes em São Paulo?”
Então Patrícia, eu acho que foram muito mais eficazes em termos de afirmação da piauiensidade o seu “Férias no Piauí: uma viagem (quase) completa à terra querida” e “Eu tenho amor à minha terra”, da Clarinha, sua filha. do que este “Parem de falar mal do Piauí!”.
No seu lugar eu escreveria; “A hora é agora: os muitos que têm algo a dizer façam como eu, falem bem do Piauí!”. A verdade prevalecerá, tenho certeza!
Beijos e abraços, do Joca Oeiras, o anjo andarilho
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ameaças antidemocráticas
Alô, Leonam! Alô, Kenard! Alô, Emerson! Alô, F. Wilson! Alô, Blogueiros! Sei que este blog incomoda a muita gente, mas essa gente pode, simplesmente, NÃO ACESSÁ-LO, e pronto. Mas direito não tem nenhum um alguém anônimo ou sob pseudônimo de enviar-me sistematicamente xingamentos e ameaças. A serviço do que ou de quem o sujeito está eu não sei, embora desconfie (diz, por exemplo, o troglodita, que estou lendo muito a "Veja", numa espécie de index proibitorum...). Este blog NÃO IRÁ CALAR (estamos em Cuba?) e amanhã mesmo já entregarei à polícia o material agressivo que tenho recebido e cujo objetivo é, obviamente, me amedrontar. Aviso, porém, antes, a todos os colegas blogueiros, a fim de que NÃO PERMITAMOS esse tipo de TERRORISMO contra a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Gostaria que, na medida do possível, replicassem essa minha postagem. VADE RETRO, STALINFASCISTAS!!!!! (Airton Sampaio).Parem de falar mal do Piauí
Parem de falar mal do Piauí! Já perdeu a graça! Eu não vou dizer que lá o máximo, que a cultura é a mais rica, que o ensino é o melhor, que nossos políticos são um exemplo, que todo mundo é lindo, que o clima é ameno, pois eu teria primeiro que fazer um estágio na Bahia (adoro a estima deles), mas que nós somos especiais somos, e quem não tiver seus defeitos que atire a primeira pedra.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Michele Mascarenhas
Michele Mascarenhas. Foto de Kenard Kruel.Um Dia Desses Eu Me Caso Com Você
Paulo Diniz / Torquato Neto
de tanto me perder, de andar sem sono
por essa noite sem nenhum destino
por essa noite escura em que abandono
uns sonhos do meu tempo de menino
de tanto não poder mais ter saudade
de tudo o que já tive e já perdido
dona menina, eu me resolvo agora
a ir-me embora pra longe daqui.
um dia desses eu me caso com você
você vai ver, você vai ver
um dia desses, de manhã, com padre e pompa
você vai ver como eu me caso com você
meu tempo de brincar já foi-se embora
e agora, o que é que eu vou fazer?
não tenho onde morar, vou caminhando
sem sono, sem mistérios, sem você;
pra terra onde nasci
não volto nunca mais
e esta cidade alheia tem segredos
que eu faço tudo pra não compreender
meu pobre coração não vale nada
anda perdido, não tem solução
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar, não é?
não custa nada
até pode dar certo
e se não der
eu pego um avião, vou pra xangai
e nunca mais eu volto pra te ver.
Telegrama, de Zeca Baleiro a M. de Moura Filho
Mas ontem
Hoje eu acordei
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Mas ontem
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
1º Salão do Livros de Altos
O professor e escritor Carlos Dias, intelectual número um de Altos, quando apresentava o poeta, jornalista e professor Menezes Y Morais, altoense radicado em Brasília, homenageado do 1º Salão do Livro de Altos. O Mestre, como sempre, mandou bem no seu recado. Tiro o chapéu para ele, que é do meu máximo gostar e profundo bem querer. Foto de Kenard Kruel.1º Salão do Livros de Altos
O secretário de Estado da Fazenda Antônio Neto, que é formado em Letras, fez questão de prestigiar o 1º Salão do Livro de Altos, prometendo, inclusive, apoio político e financeiro para o próximo Salão. E olhem que ele não é mais candidato a candidato a governador, na sucessão do governador Wellington Dias. A bola da vez é outra vez o Antônio José Medeiros, deputado federal e secretário de Estado da Educação. (Foto de Kenard Kruel).1º Salão do Livros de Altos
O vice governador Wilson Martins (e grande comitiva), esteve em Altos prestigiando o 1º Salão do Livro de Altos, em homenagem ao escritor altoense residente em Brasília Menezes Y Morais. Na foto, tirada por este urso hibernador em sua Kenard Kaverna, o vice governador Wilson Martins está entre o vice prefeito de Altos poeta e advogado Marcelo Mascarenhas e Michele, presidente do Instituto da Juventude, uma das organizadoras do evento.1º Salão do Livros de Altos
Kenard Kruel (Zodíaco), Cineas Santos (Oficina da Palavra) e Marleide Lins de Albuquerque (Edições Não Ser) falam da experiência de editar livros e abrem as portas de suas editoras para os escritores altoenses. Em breve, voltarão a Altos para ministrarem o curso Como Editar um Livro e Fazer Sucesso. Foto de Verusca.Tarântulas no Sariema
Bezerra JP, J. L. Rocha do Nascimento, Airton Sampaio e M. de Moura Filho. (Foto de algum fantasma que habita o sítio encantado do Sariema).O show não pode parar
Octávio é de Luzilândia - terra do meu compadre Albert Piauí -, passou por Salvador (BA) e Juiz de Fora (MG), onde participou de um grupo musical universitário, aportando no Rio de Janeiro em 1969, em plena febre dos festivais da canção, e lá encarou as lides teatrais e televisivas por quase três décadas.
Na Tevê Globo estrelou inúmeras novelas e programas de humor (Balança Mas Não Cai, Planeta dos Homens, Viva o Gordo etc), retornando ao Piauí, onde instalou-se nos arredores de Teresina - Cacimba Velha -, num sítio cujo clima é mais que aprazível ('Pô, tô usando meia pra dormir, tal o frio').
Voltando ao show. É de primeira de verdade. Causos hilários entremeados por músicas marcantes de unanimidades como Tom Jobim, Frank Sinatra, Luciano Pavarotti - e até uma imortal do Waldick Soriano -, tudo ao som do preciso piano de Carla Ramos.
Octávio César ofereceu um show impecável, merecedor de auditório superlotado - o que lamentavelmente não se viu, a despeito da ampla divulgação do espetáculo na mídia em geral.
Que as próximas plateias guardem sintonia com o talento de Octávio César.
1º Salão do Livro de Altos
O 1º Salão do Livro de Altos, que teve abertura no dia 13, sexta-feira, findou no dia 14, domingo, com aquele gostinho de queria mais pelo bom demais que estava. Mas, se apressem não, que a Michele, presidente do Instituto da Juventude, a responsável maior pelo evento, com o apoio da Fundação Quixote, do Instituto João Henrque Gaioso e Almendra Castelo Branco, Prefeitura de Altos e Governo do Estado do Piauí, dentre outros, já está com a mão na massa organizando o 2º SaliAltos. A estrela maior do evento foi o Menezes Y Morais, meu irmão de fé, meu irmão camarada, de longas e longas datas, altoense da gema, atualmente residente em Brasília. 2009, 1º Salão do Livro de Altos: Ano Menezes Y Morais. Homenagem justa para um dos nossos mais atuantes intelectuais. Cursos, palestras, debates, shows, recitais poéticos, exposição e venda de livros e outros produtos relacionados, paqueras, transas, filhos daqui a nove meses, de tudo aconteceu no SaliAltos, por isso FORMIDÁVEl, como bem diz a minha eterna musa Genu Moraes. Outra estrela de grandeza maior, Assis Brasil, esteve lá do começo ao fim, paparicado que só noiva virgem em noite de nupcias. O secretária da Fazenda, Antônio Neto, que poucos sabem que é formado em Letras, e atualmente um dos grandes mecenas do Piauí, deu apoio para o 1º e já renovou promessa (que cumpre) para o 2º SaliAltos. O vice governador Wilson Martins, e grande comitiva (Átila Lira, Ismar Marques, Magno Cerqueira... etc) se fez presente. Comprou livros, beijou umas donzelas, abraçou uns mancebos e se disse pronto a governar o Piauí por 30 anos. Quer passar da marca do seu antepassado Visconde da Parnaíba, que governou a Fazenda Piauí por 26 anos. Cineas Santos falou da importância do Cordel na educação dos nossos escolares. O Wellington Soares deu a dica de como Como ler poesia em sala de aula. O Kiko ajudou a moçada comentando as obras dos autores piauienses que figuram em nossos vestibulares. Eu ressumi 200 anos da literatura brasileira de expressão piauiense (1808 a 2009), com os devidos aplausos. E assim se passam três bons dias. Mas, as madrugadas foram bem melhores. E assim, atualizando Manuel Bandeira, digo: vou embora para Altos, lá tenho a mulher que eu quero debaixo da mangueira que escolherei. Livros, livros à mão cheia, ora, ora, pois, pois!. Por Jupíter, meu caro poeta e contista tarantular professor Airton Sampaio. (Foto de Kenard Kruel).quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Mamãe mandou bater neste daqui...
Menezes y Morais. Homenagem em Altos.Memórias da África
Gilson Caland. Foto de Kenard Kruel.Cid Dias: Piauí – obras que desafiam
O engenheiro Cid Dias (foto) finaliza mais um livro, intitulado Piauí – obras que desafiam. A obra é um estudo técnico sobre o porto de Luiz Correia, a barragem de Castelo, a navegação do Rio Parnaíba, o Porto Seco, a Transnordestinas e outras obras que não saem do papel. Nem do discurso dos políticos. Cid Dias é um dos candidatos à vaga do Dr. Alberto Silva na Academia Piauiense de Letras. Terá como concorrentes Tomaz Teixeira e Fonseca Neto. O engenheiro e escritor Norbelino Lira de Carvalho, que iria disputar, anunciou que não disputará mais e irá apoiar a candidatura do amigo Cid Dias. É um reforço de peso e medida. (Zózimo Tavares com Kenard Kruel).Chagas Rodrigues
Chagas Rodrigues, cadeira vaga na APL.IV edição Noites de História 2009
Poeta Élio Ferreira, em PHB. Foto de Kenard Kruel.A partir de amanhã (13) Teresina irá sediar a IV edição Noites de História 2009, seguindo nos dias 16 e 17 no auditório Colégio Diocesano. O evento traz o nome Memórias da África devido o projeto de Lei n° 10.639 de 9 de janeiro de 2003 que altera a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação ser aprovada, obrigando assim as escolas incluírem na grade curricular a disciplina História e Cultura Afro Brasileira.
Sonhos de um Sonhador
Governador W Dias com Frank Aguiar.Uma parafernalha de equipamentos e cerca de 300 profissionais do cinema chamou a atenção de moradores e também de quem passava pelas ruas São João e Barroso, no Centro da cidade na noite de quarta-feira (11). O movimento fazia parte das gravações de uma das cenas do filme Sonhos de um sonhador, que contará a trajetória de sucesso do piauiense Frank Aguiar.
Apesar do número de profissionais e da seriedade do trabalho, o clima das gravações era de descontração e o governador se entusiasmou com o trabalho de produção do filme. Fez questão de conhecer todas as funções da equipe e destacou que o resultado de tanto esforço deve elevar ainda mais a autoestima do piauiense. “É uma forma competente de mostrar o Piauí para outros estados e para o próprio Piauí”, enfatizou.
Wellington Dias acredita que, após a estreia, o piauiense irá entender a real importância de um filme como este, que mostrará não só as belezas do Estado, mas a história de vida de um homem que luta para conquistar seus sonhos, enfrentando muitas adversidades. “Essa história representa a luta dos próprios piauienses para vencer na vida e acaba encorajando as pessoas a lutarem por dias melhores. Para mim é uma alegria partilhar desse trabalho”, afirmou.
Foto: Francisco Gilásio
1° Salão do Livro de Altos
1º Salialtos. Ano Menezes Y Morais. 2009.Oficinas, lançamentos de livros, shows musicais e escritores renomados são alguns dos ingredientes do 1° Salão do Livro de Altos (SaliAltos), que será realizado de 13 a 15 de novembro, no município de Altos, a 41 quilômetros da capital Teresina.
Segundo o vice-prefeito de Altos, Marcelo Mascarenha, o 1° SaliAltos tem como objetivo central incentivar o hábito da leitura no município, além de descobrir novos talentos. “Esse será um momento muito especial na vida sociocultural de nossa cidade, elevando a autoestima da nossa gente e celebrando a trajetória da produção artística de um grande poeta piauiense e altoense, Menezes y Morais. Além disso, a ideia é incentivar o hábito da leitura e, claro, incentivar os altoenses é participar ainda mais desse ambiente literário”, comentou.
Durante os três dias várias atividades serão desenvolvidas voltadas, exclusivamente, para estudantes e professores dos ensinos Infantil, Fundamental, Médio e Superior. De palestras e bate papos literários a shows musicais e “salãozinhos”, voltados para o público infantil, compõem a programação.
Michele Mascarenhas, presidente do IPJ, revela que quase 30% da população de Altos é formada por jovens. “Um evento como esse só vem a somar com o trabalho que já desenvolvemos com os jovens no município. A ONG foi fundada em abril e já conseguimos excelentes resultados. O 1ª SaliAltos vai coroar esse trabalho”, afirmou.
Escritores e estudiosos de peso como Assis Brasil, Cineas Santos, Wellington Soares, Luis Romero e o próprio homenageado Menezes y Morais já confirmaram suas presenças, nesse que promete ser um dos maiores eventos dessa natureza do Piauí. “Esse será o primeiro de muitos. O que queremos é fixar esse evento no calendário oficial de Altos”, revela Marcelo Mascarenha.
Programação
Dia 13 - Sexta-feira
Dia 14 - Sábado
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Retrato da nova realidade mundial
Professor Santana, editor da Fundapi.Novembro, mês de Torquato Neto
Caricatura de Torquato Neto, o criador do Movimento Tropicália, sobre capa de livro de Tarsila do Amaral. (Netto).Priscyla
Queixo-me às rosas, que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti.Alresc outorga Diploma Ovídio Saraiva
A Academia de Letras da Região de Sete Cidades (ALRESC) promoverá solenidade no dia 13, às 19:30 horas, em comemoração aos 200 anos de lançamento do livro Poemas, que foi a primeira obra literária de um escritor piauiense, tendo como autor o poeta Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Na sessão solene da ALRESC será conferido o Diploma do Mérito Cultural Poeta Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento das letras no Piauí, nas diversas áreas da inteligência. (José Fortes Filho, foto, presidente da ALRESC). PS: sem saber o local, não irei (Kenard Kruel, autor da foto).segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Amarelão
E não é que os Pós69istas loucos por uma academia de letras Kenard Kruel, Rubervam du Nascimento, Adrião Neto, Cineas Santos e Bezerra JP amarelaram e não se inscreveram para a vaga de Alberto Silva (foto) na APL - Academia Piauiense de Letras? Ó tempora! Ó mores! (Airton Sampaio).Cícero Filho, nosso cineasta de plantão...
Cícero Filho. Foto de Kenard Kruel.Jô fez uma espécie de clipe com algumas das mais antigas gravações de Cícero Filho, incluindo aí até mesmo um tosco Super Filho, quando Cícero Filho ainda era criança e se vestia de super-herói. Em seguida mostrou as cenas do seu maior sucesso, Ai Que Vida, e perguntou: -"Esse filme é sucesso, visto em todo Nordeste. Você esperava por isso?". Cícero Filho pensou um pouquinho e foi sincero: - "Para falar a verdade não. É um tiro no escuro. Não conto com apoio de ninguém, só com o dos amigos. Faço esses filmes sem recursos, não tenho equipamentos e uso uma mini-DV. Não esperava esse sucesso".
A lavadeira, a menina e o rio
Deoclécio Dantas Ferreira
Lula e a Política da inteligência
Lulalá. Foto de Rafael Neddermeyer.Aclamado de pé pelos participantes do 12º Congresso do PCdoB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao partido pelo apoio e lealdade e destacou a contribuição dos comunistas para o seu governo e o país. No discurso, ele aproveitou para responder às recentes críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua gestão e às declarações do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto. “Na mesma semana em que fui tachado de analfabeto, ganhei o título de estadista do ano”, disse.
Kotscho: Prefiro a Maria Bethânia
Publicado por Ricardo Kotscho - De Caetano Veloso falando sobre Lula ao dar seu apoio à candidata Marina Silva: “Marina Silva é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem”. Minha opinião sobre Caetano Veloso:Já foi um bom compositor, é um cantor mediano e nunca deixou de ser um analfabeto político - uma mistura de Rui Barbosa em compota com ACM em conserva, que se acha o gênio da raça. Prefiro Maria Bethânia. Caetano fez uma baianada chiquita bacana
(Clique na capa e amplie os detalhes)Realmente, Regina, o Caê da dona Canô ainda não viu nada. Dê um escutada neste You Tube pra sentir o que já andam cantando!: (Netto).
http://www.youtube.com/watch?v=SXmXf0cn9MA
domingo, 8 de novembro de 2009
Claudete Dias
Claudete Dias em entrevista ao Moisés Bezerra da TV O DIA.Paulo Machado fala sobre CDA
O poeta, historiador e defensor público Paulo Machado falou sábado passado, às 9 horas, na Casa da Cultura de Teresina, sobre o poeta Carlos Drummond de Andrade, participando do Projeto Esforço Cultura, sob organização do Puty Teatro Labore. O Projeto Esforço Cultural funciona através de encontros programados de, no máximo, três horas, denominados edições, em que pessoas de reconhecido saber em áreas específicas desenvolvem atividades e temáticas diversas, relacionadas à arte e a cultura. Ele acontece desde o mês de maio e faz parte do programa de formação continuada do grupo Puty Teatro Labore, que atualmente realiza seu projeto de pesquisa em linguagens cênicas no Teatro do Boi, na zona Norte de Teresina. Todas as edições do Esforço Cultural são gratuitas. O objetivo maior do projeto, são as teias de relacionamentos entre artistas, grupos, sociedade e pesquisadores que eles podem construir através da troca de conhecimento. (Por Jupíter, Airton Sampaio, quem escreveu esse texto, que eu surrupiei da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, tendo que fazer um esforço enorme para compreendê-lo, não entende patavina nenhuma de redação jornalística. Pois, pois!, eu me propronho a ministrar, também gratuitamente, um curso básico de redação jornalística para o povo de redação jornalística da Fundação Cultural Monsenhor Chaves). Sem querer cagar goma... mas, disso eu entendo um pouco mais...Joseli Lima Magalhães
Joseli Lima Magalhães nasceu em Fortaleza, a 17 de fevereiro de 1976. Filho de José Magalhães da Costa e de Júlia Lima Magalhães. Formado em Direito, pela Universidade Federal do Piauí. Cursou a Escola Superior de Magistratura do Estado do Piauí. Fez Curso de Especialização em Direito Processual, pela Universidade Federal de Santa Catarina e Mestrado em Filosofia, pela Universidade Federal de Pernambuco. Doutorando em Direito pela PUC MG. Exerceu o cargo de Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça do Piauí. Professor e Vice-Reitor da Universidade Estadual do Piauí. Exerceu a função de Juiz Leigo, em Teresina. Bibliografia: “Código de Processo Civil na Visão do Tribunal de Justiça do Piauí” (2001); “Pequenas Memórias de Meu Pai Magalhães da Costa” (2002); “Tópicos Processuais de Acesso à Justiça” (2003); “Cosmovisão de Idéias” (2004); “Da Recodificação Do Direito Civil Brasileiro” (2007), com prefácio do jurista José Ribamar Garcia, e outros. Coordenou o livro “Tópicos Polêmicos e Anais do Direito” (2003). Participou da “Antologia Escritores”, Volume III (2004), organizada pelo Desembargador Tomaz Gomes Campelo. Mantém uma coluna semanal de comentários de obras jurídicas e literárias (“Estante de Livros”), no jornal Meio Norte. (Foto de Kenard Kruel).sábado, 7 de novembro de 2009
Música no Encontro dos Rios
O projeto Música na Praça apresenta amanhã, domingo, a partir das 10 horas, o músico e arquiteto Júlio Medeiros (foto) no Parque Ambiental Encontro dos Rios. Por lá, também, a Banda de Música Carlos Gomes, sob regência do maestro Witemberg. Além da apresentação do Grupo de Dança Jaspe, da Igreja Batista da Catarina. Boa pedida, com piapinha e uma mangueira, que ninguém é de ferro.Frank Aguiar
O folgado do Frank Aguiar, que se encontra em Teresíndia acompanhando as filmagens do Sonhos de um Sonhador (o título ruim de dar dó na gente já diz o conteúdo do filme), deu explicação de que tirou um mês de licença da prefeitura de São Bernardo do Campo, onde ele é vice-prefeito. Ele alega que é licença sem vencimento. O lançamento do filme é prometido para maio de 2010. Por Jupíter, caro Airton Sampaio!, já comprei minha cópia pirata no Palácio dos Comelôs, ali da beira do Parnaíba.Sônia (en) Terra em Paris
Do ator Willian Tito, em seu twitter: o Piauí ficou fora da programação da Semana da Consciência Negra do Ministério da Cultura para as cidades brasileiras. - Por Jupíter, meu caro poeta e contista tarantular Airton Sampaio, alguém precisa avisar a este menino (mais perdido do que achado) que a Sônia (En) Terra, presidente da FUNDAC, terreiro do Coisa de Negro, está em Paris. Portanto, nada de Consciência Negra. Lá é Coisa de Branco. Quem pode pode, quem não pode se sacode... E fui, que já tenho processo demais nas costas...Oração para um homem chamado alberto
Alberto Silva. Foto sem crédito.(*) Luiz Ayrton Santos Junior
Conheci o Dr. Alberto Silva através de uma lâmpada e de uma luz. Era a inauguração da Avenida Frei Serafim. Ainda menino, aos 9 anos, nunca esqueci quando encarei o céu e vi uma luz mágica e forte brotar de um poste na avenida. E o rosto das pessoas que foram ao canteiro da avenida no dia que o Governador acendeu as luzes. Lembro que muitos choraram e as pessoas diziam 'que a noite virara um dia' e Teresina, desde aquele momento, nunca mais conseguiu ficar feia. Alberto preparou-a para o futuro, embelezando-a de ponta a ponta.
Alcebíades Costa Filho
Quero recomendar aqui, pela Kenard Kaverna, a leitura do livro A escola do sertão: Ensino e Sociedade no Piauí, 1850-1889, do professor Alcebíades Costa Filho, do Curso de História, da Universidade Estadual do Piauí, vencedor do Concurso Novos Autores – Prêmio Cidade de Teresina 2005, categoria Pesquisa Histórica. O livro é uma das poucas edições que temos sobre a História da Educação no Piauí e configura-se como material indispensável para pesquisadores e estudantes da área. Alcebíades, grande amigo, foi diretor do Arquivo Público do Estado (Casa Anísio Brito). Gente da melhor qualidade. Foto de Kenard Kruel.Labirintos de Clio
Alcebíades Costa Filho. Foto de Kenard Kruel.Arca das Letras em São Raimundo Nonato
O município de São Raimundo Nonato (a 517 km de Teresina) recebeu cinco bibliotecas do Programa Arca das Letras, sendo todas instaladas nas comunidades: Novo Horizonte, Assentamento Novo Horizonte, Lagoa do Riacho, Onça III e Lagoa do Luiz. As bibliotecas são oriundas do MDA – Ministério Dessenvolvimento Agrário em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura. As secretaria manterão agentes de leitura nas comunidades rurais fazendo o acompanhamento das crianças para estimular o hábito da leitura.
A entrega da Arca das Letras ocorreu no Centro Diocesano com as presenças do Prefeito José Herculano de Negreiros, do Delegado do MDA Adalberto Pereira e e o Secretário Municipal de Agricultura, Iran Morais. Os agentes de leitura receberam uma capacitação para coordenar os trabalhos de leitura nas comunidades beneficiadas. (Fonte: Portal AZ).Raul Seixas e Seu Tempo
Este livro vem preencher uma das lacunas da nossa produção historiográfica, que é a falta de pesquisas e de documentos sobre os movimentos da juventude na segunda metade do século XX, tendo como eixo temático a vida e a obra de Raul Seixas e o projeto de construção de uma 'Sociedade Alternativa', que esteve nos sonhos e nas lutas de toda uma geração. Nesta obra, o leitor pode desfrutar de uma viagem pelos contornos de uma História que continua a animar corações e mentes de muitos dos jovens das gerações atuais.Raul Seixas E O Seu Tempo
Autor: Luiz Lima
Novembro, mês de Torquato Neto
Últimos exemplares à venda.Sarau Ágora
Blog do Sarau: www.sarauagora.blogspot.com/
Email: elis_peg@hotmail.com
Sarau Ágora
Dodó Macedo, Deusdeth Nunes, William Soares, Zé de Helena, Conceição Cavalcante e João Carvalho, no Sarau Ágora. Zé de Helena é figura consagrada e querida de Oeiras. Registrado como José Hipólito Marinho, Zé de Helena foi o primeiro garçom, primeiro jardineiro, primeiro faz-tudo de Oeiras. Aplausos mais que merecidos, caro Zé! Texto e foto de Dodó Macedo.Sarau Ágora
Ingra de Sousa deu mostras de seu talento no Sarau Ágora. É de São João do Piauí. Manja de MPB e já é presença garantida em nosso próximo encontro, previsto para o dia 26. Texto e foto de Dodó Macedo.Uma voz no Sarau
Renata Pitta louva a MPB na noite em que o Sarau Ágora homenageou poetas de Oeiras. Texto e foto de Dodó Macedo.Novembro, mês de Torquato Neto
Olá Kernard. sou o Chagas estudante de letras da Uespi e leitor assíduo do seu blog. No dia 24 de Novembro, no Campus Clóvis Moura, no Bairro Dirceu Arcoverde I, estaremos promovendo um café literário com alguns convidados que falarão sobre o cânone brasileiro. Gostaria muito de contar com sua presença e na oportunidade que você falasse um pouco do seu livro Torquato Neto ou Carne Seca é Servida. Espero uma resposta positiva ou negativa. Um abraço e obrigado. Chagas Botelho - 8847 – 3112.sexta-feira, 6 de novembro de 2009
I Encontro de História e Cultura UESPI PHB
Meus amigos e meus inimigos, estive de 2 a 5 em Parnaíba, no I Encontro de História e Cultura, organizado pelos alunos de História da UESPI. Nota 10. Belíssima sacola, com caneta e bloco de anotações, além da programação, seguida à risca. As conferências, as palestras, as comunicações, os cursos relâmpagos, os shows, os recitais poéticos dentro do esperado: sucesso total. Instalei banca para vender meus livros (Djalma Veloso - o político e sua época; O. G. Rêgo de Carvalho - fortuna crítica e Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida) e do meu irmão Kleber Montezuma (Círculo de Giz - educação sem adjetivos). Não vou dizer que foram vendidos todos os exemplares que levei para não atrair a gana dos cobradores. Mas, que vendi todos, isso é lá uma verdade... Preços promocionais, que os professores e alunos aproveitaram bem... Gostei de ver o Bernardo Aurélio, que fez camelôagem comigo vendendo Foices & Facões - a batalha do Jenipapo, dele e de Caio Oliveira, em quadrinhos. A Olívia Candeia Lima Rocha, com a Antologia de Escritoras Piauienses (Século XI à Contemporaneidade). O Claucio Ciarlini Neto, com o seu Inevitável, poemas da juvenília. O Iwaltman Mendes, com Porto de Luís Correia - histórico de um sonho e Parnaíba: Educação e Sociedade (duas edições). Além da prata da casa, outros escritores além mar botaram banca conosco. Mas, deles falem eles por lá. Eu estou cantando a minha aldeia. E aiaia...!!! De repente, surgem no show do Teófilo (com Pedro Gita, na guitarra, e Badeu, numa caixa da pandora de fazer um som danado de se ouvir) o poeta Élio Ferreira (candidato a reitor) e Daniel Solon (candidato a vice-reitor) - chapa 3, eleições da UESPI, trazidos pelo fiel escudeiro Jálison Rodrigues (assessor de comunicação, poeta dos bons também). O Élio Ferreira, a meu chamado, se passou para o palco e teve os seus 10 minutos de fama. Se depender dos gritinhos a la Frank Aguiar das meninas que estavam lá, o poeta Élio Ferreira pode encomendar terno de posse. Porém, é bom confiar não. Mudas de roupa no carro e pé na estrada, que o Piauí é grande e tem muitos campi da UESPI espalhados por este chão de meu Deus! Fiz minha parte. Depois, caia, com a Renata Pitta, na Gandaia. Bebemos muita água de côco, além da do mar, e comemos as piabinhas que a caravana dos teresinenses deixaram para nós. Ô povo medonho, por onde passa nem capim nasce depois! Pra lá! Por Jupíter! Não liguei celular. E a cambada me procurando tu... Pois, bem, Chê Gay... Quem for do bem, que se aproxime. Quem for do mal, nem vem que não tem... Saravá, meu Pai!Pedro Gita, Teófilo e Badeu
Pedro Gita, Teófilo e Badeu em tremendo show na noite de quarta-feira, na UESPI, de Parnaíba, durante o I Encontro de História e Cultura. Fiz parte do palco, em recital poético. Renata Pitta deu uma canja cantando e recitando belíssimo poema, sendo aplaudidíssima. Élio Ferreira arrasou com sua poética também. Moço da Parnaíba, Teófilo ainda ficou por lá em novos shows. Foto de Kenard Kruel.Iweltman Mendes
Iweltman Mendes, mestre em Educação, doutorando em Educação. Professor da UFPI, em Parnaíba. Da FAP (Faculdade Piauiense). E da Faculdade Internacional do Delta. Membro da Academia Piauiense de Letras. Sócio fundador do Instituto Histórico, Geográfico e Geneológico da Parnaíba. Ex-secretário da Educação da Parnaíba. É autor de: Anuário Parnaibano (1992 a 1996), Parnaíba em Estudos Sociais (1994), Associação Comercial de Parnaíba - Lutas e Conquistas (duas edições - 1994 e 1997), A parnaíba Colonial e Imperial (1994), Parnaíba: Educação e Sociedade (duas edições - 2001 e 2007), Parnaíba - História e Geografia - Didática (2007). Foto de Kenard Kruel.Olívia Candeia Lima Rocha
Olívia. Foto de Kenard Kruel.Claucio Ciarlini Neto
Beto Rêgo e suas tietes
Beto Rêgo, quando saboreava uma peixada, na beira do Rio Parnaíba, em companhia da esposa e de amigas, gentilmente deu um tempinho para que este lambe lambe o retratasse ao lado de Luzia Carvalho (à esquerda) e Deusinha (à direita). E ainda reclama que ganha pouco como apresentador da TV Meio Norte...Norbelino Lira de Carvalho
O engenheiro Norbelino Lira de Carvalho é mais conhecido pelo seu livro "O Último Coronel" mesmo se tratando de uma pessoa espirituosa, cheia de graça e de conversa fácil. Tão fácil que já assimilou o linguajar dos seus novos pares. Dia desses, em conversa com outro engenheiro, ele começou a falar da seguinte forma: "Estaremos fazendo", "Vamos estar construindo", "Queremos estar enviando", "Poderemos estar realizando" e assim sucessivamente. Ora, leitor(a), o gerundismo exacerbado é produto do linguajar petista. Quem dele faz uso em profusão é o governador Wellington Dias ao dizer: "Vamos estar construindo as bases para o desenvolvimento." Ora, pois. (Toni Rodrigues). Foto de Kenard Kruel.As mazelas nas estradas de ferro do Piauí
Norbelino e Garrincha. Foto de Kenard Kruel.*Norbelino Lira de Carvalho
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Carta de Joca Oeiras para um jovem poeta

Senhor Joca Oeiras: Só agora depois de hibernar pelas plagas maranhenses, resolvo comentar o previsível sobre o besteirol que a intelectualidade "deprê" desta província tem posto em blogues de todo naipe nos últimos meses: O Bar Nós e Elis.
Quando fiz o comentário na postagem do meu amigo Airton Sampaio foi de fato para me solidarizar com ele sobre a falsa importância dada a este reduto da burguesia esquerdizante chata de Teresina, comandada pelo economista / deputado Elias Prado Júnior e que vossa senhoria e seguidores continuam, tentando sacralizar em livro a ser publicado, no mínimo, sob a anuência do poder público ora de plantão. Não é de estranhar, pois o projeto de cultura implantado pelo governo do meu Partido é pior do que os dos governos da direita agrária do passado.
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VI Festival de Cultura de Oeiras
Joca (em) Oeiras e Sônia Terra (em Paris).Só não qualifico de Ótimo porque, tenho a certeza, Ótimo será o próximo! Mas foi Muuuiiinto bom o VI Festival de Cultura de Oeiras! Não que não tenha apresentado nenhuma falha: bem ao contrário, teve muitas! Mas o saldo foi amplamente positivo! Aliás, é bom que se diga, até o Ótimo VII Festival de Cultura de Oeiras (a ser realizado em 2010) terá, certamente, sua realização marcada por inúmeras falhas, bem como, muitas das que ocorreram neste ano serão sanadas, assim espero. Só quem faz, erra!
O primeiro indício de que o nosso Festival foi encarado com seriedade pelos organizadores pôde ser visto já na sessão de abertura, que contou com a presença de inúmeros políticos comandados pelo vice-governador Wilson Martins. Aliás, quero, de público, pedir desculpas à presidente da Fundac, Sonia Terra, pela carta que escrevi insistindo que ela estivesse aqui em Oeiras durante o Festival. Se tivessem me dito que você estaria em Paris, Sônia, inclusive divulgando ações culturais brasileiras, de forma alguma escreveria aquela carta. “Paris bem vale uma Missa” (Henrique IV, rei da França de 1589 a 1610). Muito notadas, no entanto, as lamentáveis ausências dos dois principais dirigentes do Turismo Piauiense, Patrocínio Paes Landim e Sílvio Leite. Nos dias subsequentes, sexta (23) e sábado (24), circularam pela Praça de Eventos tanto o prefeito Sílvio Mendes como o Senador João Vicente Claudino.
O fato é que, como venho afirmando desde 2007, o evento adquiriu luz própria, isto é, enraizou-se no calendário de eventos de Oeiras. Apenas relembrando, mesmo o V Festival, no qual, confesso, não apostei um níquel na sua realização exitosa (embora torcesse ardentemente por ela) recebeu, de minha parte, aprovação. Apenas um amigo sentenciou, naquela ocasião “Leo Gandelmam não merecia público tão exíguo!” É verdade. Mas para quem se preocupa com a continuidade dos eventos de Oeiras, muito mais que o grande Léo Gandelmam foi importante a própria existência da quinta edição do Festival, mesmo que péssima e tardiamente divulgado, ou antes, não divulgado.
Achei uma pena que a grande atração do Festival, o cantor Zeca Baleiro, só tenha podido apresentar-se no primeiro dia, o que, queiramos ou não, propiciou uma espécie de anti-climax muito embora o excelente cantor (e compositor) Vavá Ribeiro, que se apresentou no derradeiro dia, tenha carregado para a praça um séqüito fiel de fãs.
O Maestro Aurélio Melo é figura de prol na cena musical oeirense. A apresentação do conjunto “Ensaio Vocal” foi belíssima. Fiquei emocionado!
Uma coisa ficou evidente: a audiência do Festival é ainda maciçamente local. Basta ver a platéia da sexta-feira, quando uma banda de Forró se apresentou no BNB Clube: a platéia do palco principal ficou sensivelmente reduzida.
Por falar nisso, foi “show de bola” a localização do Palco Possidônio Queiroz” pois permitia a todos, tanto os que preferiam permanecer sentados, bebericando, como os que queriam dançar, a fruição perfeita do som.
O mesmo não se pode dizer do palco alternativo (José Expedito Rego). Para o cantor Vivaldo Simão o palquinho mais atrapalhou que ajudou, inclusive porque ficou fora do alcance de visão dos que estavam no Café Oeiras e não chegou a cumprir qualquer função relevante no sentido de agrupar pessoas na Feira de Artesanato. Houve, também, quem criticasse o tratamento dado às atrações locais, o que parece ter cabimento. É bom lembrar, porém, que estes tratamentos discriminatórios à prata da casa não são uma exclusividade do Festival de Oeiras, ocorrendo de forma mais (Festival de Inverno de Pedro II) ou menos (Cachaçafest de Castelo do Piauí) sutil nos diversos eventos pelo Estado afora. Em Castelo, por exemplo, é tão gritante a discriminação que já se chegou a mandar parar um show no palquinho para poder passar o som no palcão, ao lado. Um enorme desrespeito! Em Oeiras parece que não foi muito diferente, embora o palco alternativo não participasse, como em Castelo, do mesmo espaço sonoro, o tempo de apresentação da cantora Luciana foi grandemente diminuído.
1 Valeu a experiência, mas o Palco montado na Igreja do Rosário infelizmente não recebeu a afluência de público que se ´poderia esperar. No meu modo de ver este seria o Palco ideal para um outro tipo de evento já proposto por mim, a saber, um Festival de Folclore a ser criado na esteira do prestigio nacional adquirido pelo Conjunto “Congos de Oeiras”
2 Ouvi algumas pessoas reclamarem que o perfil musical de Elomar, Xangai e Vital Farias é muito parelho, digamos assim. Não tiro a razão dos que reclamam, mas acho que o que ficou faltando, de fato, na contramão de uma forte tradição – Hamilson Holanda, Leo Gandelmam, Yamandu Costa, Turíbio Santos, Erisvaldo Borges, Bandolins de Oeiras, Trombone & Cia, entre outros – foi um grande instrumentista. O pianista Artur Moreira Lima chegou a ser anunciado, mas não confirmado. O que houve com ele que resultou na sua ausência, ninguém se dignou a informar.
3 Não vi a menor repercussão nem, muito menos, qualquer conseqüência. Pode alguém me dar contas da tal “Palestra Motivacional” do escritor César Sousa, importado dos States, segundo o prefeito B. Sá, para “elevar a auto-estima dos oeirenses”? Mas uma pessoa me garantiu: que o pobre homem saiu de Oeiras com a auto-estima lá embaixo. “Ninguém me ama! Ninguém me quer!” Alias, já que perguntar não ofende: caro prefeito B. Sá, o que, afinal, tem a ver Cultura com Auto-Ajuda?
4 Foi um belo gesto – de efetiva solidariedade artística e profissional – do grande cantor e compositor oeirense Vavá Ribeiro que serviu como desagravo à insensibilidade, demonstrada pelos organizadores do VI Festival quando desconvidaram o cantor, compositor e poeta Vivaldo Simão, ouro da casa, eu diria, apenas porque ele pediu para discutir, antecipadamente, seu cachet e tempo de apresentação. Vavá convidou o Vivaldo para cantar, com ele, duas músicas durante sua apresentação, no Palco Principal. Ambos foram muito ovacionados. Parabéns Vavá!
5 A apresentação do velho cantor baiano Elomar Figueira de Melo foi deslocada – sem aviso prévio e a pedido (ou por exigência?) deste – para o anfiteatro da Casa das Doze Janelas num flagrante desrespeito ao público que aguardava a apresentação no palco “Possidônio Queiroz”.
6 Presentes no Festival de Pedro II de 2009 , assim como no inesquecível “Global Rock Art”, os climatizadores localizados na Praça da Bandeira ajudaram a fazer diferença, este ano, também no evento de Oeiras. Vieram para ficar, assim esperamos.
7 Os gastos com infraestrutura foram, sem dúvida, os maiores até agora registrados nos Festivais de Oeiras. Isto se deve em grande parte ao Sebrae, que desde o II Festival tinha presença marginal, como confessou publicamente o Superintendente do Sebrae, Sr. Delano Rocha.
8 Diferentemente das escolas públicas estaduais e municipais, dois colégios particulares – o Instituto Barros de Ensino e o Mahatma Ghandi – deram demonstrações de que é possível incentivar, no alunato, a fruição de cultura, um exemplo que deve ser seguido por todos.
9 Apesar de, infelizmente, não termos qualquer dado mais concreto, fizeram sucesso os displays dos Congos e das Bandolinistas de Oeiras no Stand montado pela FNT. A publicitária Lais Reis, teve uma grande idéia que poderia ter sido melhor aproveitada naquela ocasião. E será, no futuro, tenho certeza!
10 Tendo em vista que 2010 é um ano eleitoral e que pode haver segundo turno seja para presidente ou para governador, proponho que o VII Festival de Cultura de Oeiras seja realizado entre os dia 11 e 14 de novembro (quatro dias, de quinta a domingo ) tendo em vista, inclusive, que o dia 15 (segunda-feira) é feriado nacional.
Vi e gostei
Bastardos Inglórios, do genial QUENTIN TARANTINO. Intertextual, citacional, belíssimo. Cinema com C! Assista, antes que Os sonhos de um sonhador o lance na vala comum... (Airton Sampaio).Programe-se
A Lei A. Tito Filho, de Incentivo Cultural da Fundação Monsenhor Chaves, abriu inscrição até o dia 15 de dezembro (do corrente ano). Os interessados devem procurar a Sala do Conselho Municipal da Cultura, que funciona no Palácio da Justiça, entre o Banco do Nordeste e a Prefeitura, na Praça da Bandeira.Ouvindo Vozes em Oeiras
Edmar Oliveira. Foto de Kenard Kruel.Joca Oeiras
Creio que, como eu, muitas pessoas que já perderam seu pai ou sua mãe, lastimam, muita vezes, não tê-los aproveitado melhor, enquanto vivos. Sem querer ser dramático, lembrei-me desses momentos lendo o livro “Ouvindo Vozes” que me foi presenteado pelo autor quando de sua passagem por Oeiras, durante o nosso VI Festival de Cultura.
É que considero que perdi uma excelente oportunidade de, fazendo uma marcação cerrada, usufruir da estimulante e agradável convivência de uma pessoa que, por tudo o que sei e pelo li no seu livro, eu reputo de sábia.
Pior é que eu desconfio que não fui só eu quem perdeu: acho que, coletivamente, não fomos capazes de dar ao Edmar o lugar que lhe cabia nesta sexta edição do nosso Festival de Cultura. Uma pena, inclusive considerando que Oeiras é “uma cidade colonial famosa por seus poetas, músicos e loucos” como disse O.G. Rego de Carvalho.
Por nosso prévio conhecimento internáutico – o Edmar também anima um blog onde se apresenta como “piauinauta” – fui, de certa forma, privilegiado. Estivemos, por exemplo – Edmar, eu, Bill, a bela, Dra Patrícia Schimid, seu irmão Moisés e. o Dr Alencar..– almoçando juntos na Gracinha. Conversamos, rimos, bebemos, o que foi muito bom, mas não o suficiente para mim.
Aliás, Bill me lembrou, a Gracinha nos fez rir a todos quando a jovem e bela Doutora Patrícia “reclamou” estar cercada de “Velhos Babões” e a Gracinha, na lata, respondeu: De que você está se queixando, minha filha, pior seria se não tivesse nem os “Velhos Babões” a paparicá-la.
Tudo isto eu disse – um enorme “Nariz de Cera” do qual não retiro uma linha – para dizer que o livro “Ouvindo Vozes” do piauinauta Edmar Oliveira é, antes de mais nada, lição de um profundo Humanismo, que nos emociona, que nos motiva e nos convoca a rever uma certa (e, às vezes, justificável) descrença no ser humano.
Ninguém pense, no entanto, que vai encontrar a menor “lição de moral” em qualquer uma de suas 278 páginas. O Humanismo de que falo não vem da pretensão em “cagar regras de conduta”, mas de relatos de uma pessoa que, com sua equipe, resolveu procurar convencer os “alienados mentais de toda espécie” de que, para além de loucos eles são seres humanos como todos nós. Estes relatos são carregados de uma verdade impressionante. Cada menor passo no sentido de ressocializar um único paciente é comemorado, no livro, como uma empolgante vitória. Francamente, uma obra inesquecível! Obrigado Edmar!
Ainda que tarde, vida longa para o Joca Oeiras...
meu caro joca: hoje, 1 de novembro, não poderia deixar de aproveitar a ocasião, para lhe desejar toda sorte do mundo pela passagem de mais uma data querida para todos nós que o conhecemos. parabéns pra vc! você merece. mas, estas minhas singelas congratulações, é apenas um modo de aproveitar o brinde pelo seu níver, para sinceramente lhe dizer da minha alegria por vc. ter tido, com muito mérito, desenvolvido e continuará certamente a desenvolver, um trabalho cultural dos mais insígnes no Piauí, que se traduz na busca da união, da solidariedade e de devoção, diria eu, pela nossa venerável terra querida, o Piauí que todos nós adoramos. daqui de Brasília, nesta noite amena do dia de finados,quero lhe dizer que vc. está muito vivo em nossos corações, e por certo, ainda nos dará muitas alegrias pelo relevante trabalho cultural que vc tão bem desempenha em Oeiras,cuja onda se reverbera por todo país. abraços, Chico Castro. (Foto de Kenard Kruel)...domingo, 1 de novembro de 2009
IV Bienal do Livro de Alagoas
Haroldo Tajra. Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/ABrsexta-feira, 30 de outubro de 2009
Museu da Imagem e do Som de Teresina
Cineas Santos e a arte de fotografar.Pela exigência do Diploma de Jornalista
Deputada Rebecca Garcia.Piripiri - terra de buganvílias e madressilvas
Pedro de Moraes Freitas, o poeta Baurélio Mangabeira e um casal de crianças (desconhecidas). Foto do acervo de Francisco Newton Freitas.2ª Conferência Municipal de Cultura de Teresina
Sônia Terra. Foto de Kenard Kruel.quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Em torno de Mário Faustino e Maurice Blanchot
Mário Faustino.Por que me ufano do meu novo Piauí I, II e III
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Jeremias, o bom

Por Jupíter, Kenard Kruel!
Lázaro do Piauí. Foto de Kenard Kruel.O Chagas não Vale o que a Sônia (In) Terra
Joca Oeiras. Foto de Kenard Kruel.Amarante, SOS
E que terra-céu é essa? É Amarante, cara-metade piauiense da muito antiga Passagem de São Francisco, fundada, já em 1697, pelo sertanista situando currais.Amarante de Odilon Nunes, inigualado historiador da formação social do Piauí; Amarante de Clóvis Moura, inigualado historiador da insurgência negra no Brasil, conterrâneo de Auta Rosa; Amarante de Nasi Castro, cronista do cotidiano da vida sertaneja brotando do chão social em jorros de amarâncias; de E. Moura, A. Freire, E. Neiva, Cunha e Silva, Bizinha da Paixão, M. Barroso, F. Aires, Ribeiro Gonçalves, Socorro Leal e de centenas de outros cronistas, poetas e prosadores do povo, músicos dos melhores, cantadores, professores, remeiros e vareiros entre os milhares de operários de sua vida comum e comunitária. Empobrecidos, remediados, ricos. E até a primeira miss Piauí dali veio, segundo M. Vilarinho.
(*) FONSECA NETO, professor da UFPI, advogado, escreve às segundas-feiras no Diário do Povo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Fátima Castelo Branco
Todo Dia é Dia D Torquato Neto
Este ano, a Semana Torquato Neto (9 e 10 de novembro) será realizada no sítio Cantal, da cantora e compositora Fátima Castelo Branco, em Altos. O Dr. Heli Nunes, pai do Torquato Neto, em almoço hoje em sua residência, aqui em Teresíndia, confirmou presença, ao lado de dona Genu Moraes. Uma dica importante: quem ainda não comprou o livro Torquato neto ou a Carne Seca é Servida, de autoria deste urso hibernador em sua Kenard Kaverna, que corra para as bancas e livrarias - o estoque está no final. Quem avisa amigo é. É louvando quem bem merece que deixamos o ruim de lado. Foto de Renata Pitta.Pedro Costa
Pedro Costa, presidente da Fundação Nordestina do Cordel, diretor-presidente da revista De Repente, membro dos Conselhos Estadual e Municial da Cultura, titular da Academia Brasileira de Cordel, ao contrário do que diz o ditado popular, ao enriquecer está ficando, a cada dia, mais magro. E jura de pé junto e dedos cruzados que não deixou de comer rabada, mão de vaca, panelada, feijoada, picanha gorda, buchada, sarapatel etc. O homem está numa elegância que só vendo. A dona Genu Moraes, ao vê-lo domingo passado, pela manhã, no Jockey Club, por conta da programação do Herculano Moraes, presidente da Academia de Ciências do Piauí, exclamou: "Seu Kenard, o Pedro Costa está Formidável!" Foto de Kenard Kruel.Esqueceram de mim...
O professor Pedro Mendes Ribeiro, presidente da Associação Piauienses dos Violeiros e Poetas Populares do Piauí, da Casa do Cantador, promotor do Festival de Violeiros (mês de agosto), ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas e dos Radialistas etc, está uma fera com o presidente Câmara dos Vereadores de Teresina Renato Pires Berger. Foi ele, Pedro Mendes Ribeiro, quando presidente, quem adquiriu o prédio da Câmara no centro da cidade. Na inauguração do novo prédio, na Avenida Marechal Castelo Branco, esqueceram de convidá-lo para a cerimônia. Aliás, meu caro Renato Pires Berger, uma mancada atrás da outra, não é? Ao querer fazer um giro dando ao novo prédio o nome do ex-governador Chagas Rodrigues, fez um girau ao "desomenagear" o ex-vereador José Omatti, que dava nome ao prédio antigo. A Dra. Fides Angélica Omatti, viúva de José Omatti, que fale por todos nós. Foto de Kenard kruel.OhAB!
Debate na TV Cidade Verde entre os candidatos à presidência da OAB/PI Sigifroi (que nome...), Joaquim Almeida (cada dia mais Lord...) e Elisabeth (a Guiar, segundo ela, os jovens advogados...). A certa altura, a pergunta:
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Auditório lotado, platéia atenta. Foto de Kenard Kruel.


Auditório lotado, platéia atenta. Foto de 



















